Palmeiras encerra 2018 com a promessa de um 2019 diferente dos últimos quatro anos

Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

De 2015 até agora, foram quatro anos de reestruturação financeira e do futebol. Embora tenho conquistado uma Copa do Brasil e duas taças do Brasileirão nesse período, um dos mais importantes pontos de planejamento na janela entre um ano e outro nunca aconteceu como esperado: a afirmação de uma comissão técnica com sequência de trabalho. E isso vai acontecer nessa janela.

Luiz Felipe Scolari fez um trabalho digno de aplausos com toda a estrutura que o Palmeiras lhe ofereceu. Recebeu um elenco no meio do ano, sem tempo para treinar, cuja aposta já era nas copas, tendo em vista que era difícil alcançar regularidade suficiente para buscar um campeonato de pontos corridos. Ficou entre os quatro melhores da Libertadores e da Copa do Brasil, além de levantar o caneco do Brasileirão com uma rodada de antecedência. Agora, com a confiança da torcida, do grupo bem estruturado e da diretoria reeleita, essa comissão técnica já mira 2019, fato que não ocorreu nos últimos anos.

Em 2015, Marcelo Oliveira encerrou o ano com a taça da Copa do Brasil e um criticado nono lugar no Brasileirão. Muito se falava em uma demissão do treinador uma semana depois da final da Copa do Brasil, independente do resultado. Isso não aconteceu e o treinador que realizou todo o planejamento e pré-temporada do clube foi demitido no começo de março de 2016.

Em 2016, Cuca encerrou o jejum de 22 anos do Palmeiras sem a conquista de um Campeonato Brasileiro, deixando a Libertadores ainda na 1ª fase e a Copa do Brasil nas quartas de final. Enquanto o torcedor vivia um momento de alegria completa com a conquista, encarava o medo da saída do treinador, que não garantia a presença no ano seguinte por conta de problemas particulares. E foi o que aconteceu.

Em 2017, a aposta foi em Eduardo Baptista, que era considerado um dos mais promissores técnicos da nova e estudiosa geração, aplicando sistemas, se baseando em modelos europeus e mostrando muito conhecimento teórico. Porém, a ruptura foi gigante no estilo de jogo e de comando. A diretoria entendeu que não deu certo e acertou a volta de Cuca já em maio, que não conseguiu realizar o mesmo trabalho do ano anterior, saindo no fim da temporada para que Alberto Valentim assumisse, mas deixasse o cargo ao fim de 2017.

Em 2018, nova ruptura e chegada de Roger Machado, mais um da nova geração, para a direção da equipe. Técnico com estilo de comando muito parecido com o de Eduardo Baptista, demonstrando grande conhecimento teórico e domínio das teorias de campo e bola. Em julho, deixou o clube e Luiz Felipe Scolari assumiu o comando para fazer campanha irrepreensível no Brasileirão e levar a equipe a duas semifinais de copas.

Em 2019, o que você não leu nesse texto até agora tende a acontecer: Felipão iniciará o ano sem qualquer desconfiança depois de um grande trabalho na temporada anterior. O Palmeiras terá um treinador com moral, experiência e tranquilidade por conta do título conquistado para dar sequência a um trabalho na janela de virada entre um ano e outro. E isso pode fazer total diferença nos resultados do elenco na temporada que vem aí.

Organismo Deca: Palmeiras de corpo, Felipão de mente

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Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Não se trata de desmerecer o trabalho de Roger Machado. Se trata de ressaltar o tamanho da mudança que Luiz Felipe Scolari fez. Em 16 rodadas, o Palmeiras conquistou 26 pontos, totalizando 54% de aproveitamento dos pontos disputados. Era o quarto melhor ataque, ao lado do São Paulo e atrás de Flamengo e Atlético-MG. Era também a segunda pior defesa entre os oito primeiros colocados da competição, a frente apenas do Atlético-MG. A equipe estava na sexta posição quando a comissão de Felipão iniciou seu trabalho.

Nos primeiros 20 jogos comandando o elenco alviverde, Felipão não teve nenhuma semana apenas para treinamentos. A defesa, que já estava acostumada a ser vazada, levou apenas seis gols. Para se ter uma ideia da diferença, nos últimos cinco jogos oficiais sob o comando de Roger, o Palmeiras levou sete gols. Detalhe importante: tanto zagueiros quanto laterais se revezaram nas partidas, mostrando um sistema único, independente de quem jogasse, e seguro.

O Palmeiras conquistou o Decacampeonato brasileiro tendo apenas três semanas cheias de treinamento em toda a “Era Felipão”. Tudo porque o trabalho também colocou a equipe nas semifinais da Copa do Brasil e da Copa Libertadores da América. Da 17ª rodada até a 37ª, Felipão fez a sexta posição se tornar um primeiro lugar, assim como fez o quarto melhor ataque e a sétima melhor defesa tornarem-se líderes em seus setores. Trabalho que também envolveu revezamento de atacantes, meias e pontas.

Os questionamentos ao elenco do Palmeiras antes da chegada do treinador sempre envolveu resultados abaixo do que pareciam possíveis com toda a qualidade disponível. Alguns questionavam contratações como Luan, que se tornou capitão do time com Felipão, enquanto não conseguiu se firmar com Roger Machado. Houve também quem descartou Deyverson como peça útil no elenco antes do treinador, mas precisou admitir que o atleta foi peça-chave no esquema utilizado para conquistar o título brasileiro.

O mérito do título precisa ser dividido entre todos os funcionários do clube, que se doaram e deram seu melhor. Inclusive com Roger Machado, que deixou ao atual treinador uma base do que poderia ser feito e do que não poderia ser feito. Tem méritos, sim, embora não tenha ficado até o final. Felipão e sua comissão técnica realizaram o trabalho que a diretoria gostaria de ver: confiança para todas as peças do elenco e, mais do que nunca, prova de que é possível montar dois times para disputar três competições com chances de título. Mais do que semanas para treinar, o corpo palmeirense (elenco) precisava de uma mente (Felipão) que mostrasse o tamanho de sua capacidade. Resultado disso: Palmeiras Decacampeão Brasileiro.

 

Raio-X: Dudu do primeiro gol ao tento da artilharia do século

capa especial dudu

Dudu alcançou a expressiva marca de artilheiro do século pelo Palmeiras. Foram 55 gols marcados desde que chegou ao clube, em 2015. Foram 38 gols com a perna direita, seis com a perna esquerda e 11 gols de cabeça. 22 deles foram marcados no 1º tempo das partidas e outros 33 no 2º tempo dos jogos. Para relembrar de onde o camisa 7 marcou todos os seus gols até aqui, quando eles aconteceram e como eles foram, preparei uma material especial dividindo detalhes e dados em cada temporada do atleta vestindo a camisa do Palmeiras.


2015 – Dudu chega ao Palmeiras e marca dois de seus mais importantes gols da carreira

– QUAL O DESTAQUE? Foram 16 gols na primeira temporada. A melhor marca até agora. Cartão de visitas goleador e, principalmente, decisivo. Isso porque Dudu foi responsável por marcar os dois gols que colocaram o Palmeiras na disputa de pênaltis da final da Copa do Brasil, contra o Santos, e renderam ao jogador sua primeira taça pelo clube.

– FINALIZOU COMO? Foram 11 gols com a perna direita, um gol com a perna esquerda e quatro gols de cabeça.

– QUANDO FORAM OS GOLS? Foram sete gols marcados no 1º tempo das partidas e outros nove no 2º tempo dos jogos.

Prancheta Dudu artilheiro 2015 com logo
Confira de onde foram os gols de Dudu na arte e, embaixo, um breve resumo de cada um (Imagem e pesquisa: Blog do Fragoso)

DESCRIÇÃO DOS GOLS:

GOL 1 – Campeonato Paulista 2015 – São Bento 0 x 1 Palmeiras – Dudu faz de cabeça após disparar e entrar no meio da zaga, próximo da pequena área, aos 25 minutos do segundo tempo, após cruzamento da direita do ataque.

GOL 2 – Copa do Brasil 2015 – Vitória da Conquista 1 x 4 Palmeiras – Dudu faz com a perna direita, do meio da grande área, após sobra da zaga em lançamento do meio-campo, aos 39 minutos do segundo tempo.

GOL 3 – Campeonato Paulista 2015 – Palmeiras 3 x 1 Mogi Mirim – Dudu recebe passe na meia-lua, domina e dá um tapa no canto esquerdo do goleiro com a perna direita, do meio da grande área, aos 12 minutos do primeiro tempo.

GOL 4 – Campeonato Paulista 2015 – Palmeiras 3 x 1 Mogi Mirim – Depois de tabela que começa na intermediária, Dudu sai na cara do gol em velocidade e bate de perna direita, da entrada da grande área, aos 15 minutos do primeiro tempo.

GOL 5 – Campeonaro Brasileiro 2015 – Ponte Preta 0 x 2 Palmeiras – Dudu faz de cabeça, na pequena área, aos 9 minutos do primeiro tempo, depois de cruzamento da direita do ataque alviverde.

GOL 6 – Campeonato Brasileiro 2015 – Ponte Preta 0 x 2 Palmeiras – Dudu faz de perna direita, da marca do pênalti, de primeira logo depois de cruzamento rasteiro da direita do ataque aos 40 minutos do primeiro tempo.

GOL 7 – Campeonato Brasileiro 2015 – Vasco 1 x 4 Palmeiras – Dudu faz de primeira com a perna direita, da entrada da área, aos 17 minutos do primeiro tempo, logo depois de pegar o rebote do goleiro vascaíno que cortou cruzamento da esquerda do ataque alviverde.

GOL 8 – Campeonato Brasileiro 2015 – Palmeiras 4 x 2 Flamengo – Dudu faz de perna direita, de dentro da grande área, aos 20 minutos do segundo tempo, logo depois de disparar do meio-campo em velocidade para finalizar de primeira.

GOL 9 – Campeonato Brasileiro 2015 – Palmeiras 3 x 2 Joinville – Dudu faz de perna esquerda, próximo da pequena área, em chute de reflexo no alto após rebote do goleiro no primeiro tempo.

GOL 10 – Campeonato Brasileiro 2015 – Palmeiras 3 x 3 Corinthians – Dudu faz de cabeça, na entrada da pequena área, após desvio do primeiro pau aos 41 minutos do primeiro tempo

GOL 11 – Campeonato Brasileiro 2015 – Chapecoense 5 x 1 Palmeiras – Dudu faz com a perna direita após desvio no primeiro pau aos 13 minutos do segundo tempo.

GOL 12 – Campeonato Brasileiro 2015 – Avaí 1 x 3 Palmeiras – Dudu faz com a perna direita após driblar zagueiro e goleiro, marcando aos 33 minutos do segundo tempo.

GOL 13 – Campeonato Brasileiro 2015 – Santos 2 x 1 Palmeiras – Dudu tabela com Barrios, domina na grande área e bate de perna direita aos 31 minutos do segundo tempo.

GOL 14 – Copa do Brasil 2015 – Palmeiras 2 x 1 Santos – Dudu recebe passe livre dentro da pequena área e faz de perna direita aos 11 minutos do segundo tempo.

GOL 15 – Copa do Brasil 2015 – Palmeiras 2 x 1 Santos – Dudu aproveita cabeçada para dentro da área e completa na linha do gol de perna direita aos 39 minutos do segundo tempo.

GOL 16 – Campeonato Brasileiro 2015 – Flamengo 1 x 2 Palmeiras – Dudu recebe cruzamento da esquerda do ataque e cabeceia para fazer aos 27 minutos do segundo tempo.


2016 – Dudu se torna o maior garçom da conquista do Brasileirão, porém tem ano mais fraco em número de gols pelo Palmeiras

– QUAL O DESTAQUE? Dudu pavimentou ainda mais sua idolatria por parte da torcida do Palmeiras depois de marcar o gol da vitória do time sobre o Corinthians, no Pacaembu, pelo Paulistão. Na comemoração, o camisa 7 pega o boné do repórter Wanderley Nogueira, da Jovem Pan, para comemorar simbolizando o “chapéu” da diretoria alviverde sobre a corintiana em sua contratação.

– FINALIZOU COMO? Foram sete gols com a perna direita, e dois gols de cabeça.

– QUANDO FORAM OS GOLS? Foram quatro gols marcados no 1º tempo das partidas e outros cinco no 2º tempo dos jogos.

Prancheta Dudu artilheiro 2016 com logo
Confira de onde foram os gols de Dudu na arte e, embaixo, um breve resumo de cada um (Imagem e pesquisa: Blog do Fragoso)

DESCRIÇÃO DOS GOLS:

GOL 17 – Campeonato Paulista – Botafogo-SP 0 x 2 Palmeiras – Dudu recebe lançamento, dispara para a área e bate com a perna direita aos 43 minutos do segundo tempo.

GOL 18 – Campeonato Paulista – São Paulo 0 x 2 Palmeiras – Dudu recebe cruzamento e chuta forte de perna direita da entrada da pequena área para abrir o placar no Pacaembu aos 30 minutos do segundo tempo.

GOL 19 – Campeonato Paulista – Palmeiras 1 x 0 Corinthians – Dudu faz de cabeça depois de falta cobrada por Egídio e desvio de Zé Roberto aos 31 minutos do segundo tempo.

GOL 20 – Campeonato Brasileiro – Palmeiras 3 x 1 Santa Cruz – Dudu faz de perna direita após passe curto de Cleiton Xavier quase na pequena área aos 29 minutos do primeiro tempo.

GOL 21 – Campeonato Brasileiro – Palmeiras 3 x 1 Santa Cruz – Dudu recebe cruzamento de Gabriel Jesus e, de carrinho, empurra para dentro com a perna direita aos 20 minutos do segundo tempo.

GOL 22 – Campeonato Brasileiro – Palmeiras 4 x 0 Figueirense – Dudu recebe passe de Tchê Tchê dentro da grande área e, de perna direita, bate forte aos 43 minutos do primeiro tempo.

GOL 23 – Campeonato Brasileiro – Fluminense 0 x 2 Palmeiras – Dudu aproveita falha de goleiro em cruzamento de falta batida da direita do ataque e se joga, dando quase uma voadora na bola, para abrir o placar com a perna direita aos 18 minutos do primeiro tempo.

GOL 24 – Campeonato Brasileiro – Palmeiras 2 x 1 Sport – Dudu recebe passe em velocidade, dispara para dentro da grande área pela esquerda do ataque e chuta de perna direita aos 21 minutos do primeiro tempo.

GOL 25 – Campeonato Brasileiro – Palmeiras 1 x 0 Botafogo – Dudu faz de cabeça após cruzamento da esquerda do ataque por Gabriel Jesus aos 17 minutos do segundo tempo.

2017 – Dudu encara seu primeiro ano sem conquistas pelo Palmeiras, mas melhora sua marca de gols em relação a 2016

– QUAL O DESTAQUE? Pelo Paulistão, Dudu fez um dos gols mais marcantes e bonitos de sua carreira. No Allianz Parque, o camisa 7 encobriu o goleiro Dênis, do São Paulo, em chute próximo da lateral, ainda no setor de meio-campo. Ajudou também a recuperar o Palmeiras com dois gols no empate por 3 a 3 com o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, dentro do Allianz Parque, em mais uma partida que ajudou a fortalecer a sua relação com a torcida alviverde.

– FINALIZOU COMO? Foram 12 gols com a perna direita, dois com a perna esquerda e dois gols de cabeça.

– QUANDO FORAM OS GOLS? Foram cinco gols marcados no 1º tempo das partidas e outros 11 gols no 2º tempo dos jogos.

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Confira de onde foram os gols de Dudu na arte e, embaixo, um breve resumo de cada um (Imagem e pesquisa: Blog do Fragoso)

GOL 26 – Campeonato Paulista – Palmeiras 2 x 0 São Bernardo – Dudu completa cruzamento de Jean com a perna esquerda e balança as redes aos 20 minutos do segundo tempo.

GOL 27 – Campeonato Paulista – Palmeiras 3 x 0 São Paulo – Dudu faz golaço por cobertura em Dênis usando a perna direita aos 45 minutos do primeiro tempo.

GOL 28 – Campeonato Paulista – Novorizontino 1 x 3 Palmeiras – Dudu faz com a perna direita quase na pequena área após confusão na grande área aos 39 minutos do primeiro tempo.

GOL 29 – Campeonato Paulista – Palmeiras 3 x 0 Novorizontino – Dudu faz de fora da área com a perna direita aos 44 minutos do segundo tempo.

GOL 30 – Copa Libertadores da América – Palmeiras 3 x 2 Peñarol – Dudu faz de perna direita após assistência de Guerra aos 12 minutos do seis minutos do segundo tempo.

GOL 31 – Copa do Brasil – Palmeiras 3 x 3 Cruzeiro – Dudu faz de perna direita em chute de primeira após cabeçada para dentro da grande área aos 7 minutos do segundo tempo.

GOL 32 – Copa do Brasil – Palmeiras 3 x 3 Cruzeiro – Dudu faz de perna direita em giro de primeira na entrada da pequena área aos 16 minutos do segundo tempo.

GOL 33 – Campeonato Brasileiro – Palmeiras 4 x 2 Vitória – Dudu faz de primeira com a perna esquerda após toque de Guerra dentro da grande área aos 46 minutos do primeiro tempo.

GOL 34 – Campeonato Brasileiro – Palmeiras 4 x 2 Vitória – Dudu faz de perna direita em cruzamento da direita do ataque, por Michel Bastos, aos 22 minutos do segundo tempo.

GOL 35 – Campeonato Brasileiro – Palmeiras 2 x 0 Avaí – Dudu recebe passe de Guerra na intermediária, corta o marcador e bate de perna direita para o gol aos 11 minutos do primeiro tempo.

GOL 36 – Campeonato Brasileiro – Atlético-GO 1 x 3 Palmeiras – Dudu faz de cabeça após cruzamento de Keno pela direita do ataque aos 14 minutos do segundo tempo.

GOL 37 – Campeonato Brasileiro – Grêmio 1 x 3 Palmeiras – Dudu carrega a bola na intermediária e arrisca de perna direita. A bola desvia e entra no gol aos 3 minutos do segundo tempo.

GOL 38 – Campeonato Brasileiro – Grêmio 1 x 3 Palmeiras – Dudu completa de primeira de perna direita, dentro da pequena área, após cruzamento que vem da direita do ataque aos 19 minutos do segundo tempo.

GOL 39 – Campeonato Brasileiro – Vitória 3 x 1 Palmeiras – Dudu faz de cabeça após cruzamento que vem da direita do ataque aos 20 minutos do primeiro tempo.

GOL 40 – Campeonato Brasileiro – Palmeiras 5 x 1 Sport – Dudu faz direita de fora da área em bola que controla e arrisca em giro forte, aos 45 minutos do segundo tempo

GOL 41 – Campeonato Brasileiro – Palmeiras 2 x 0 Botafogo – Dudu faz de perna direita de primeira após cruzamento da direita do ataque realizado por Keno aos 9 minutos do segundo tempo.

2018 – Dudu alcança os 55 gols, atinge marca histórica e se torna artilheiro do século XXI do Palmeiras

– QUAL O DESTAQUE? Em um dos melhores elencos do século montado pelo Palmeiras, revezando o elenco para disputar diversas competições ao mesmo tempo, Dudu consegue seu 14º gol na temporada, 55º pelo clube, diante do América-MG, no Allianz Parque, no momento em que acumulava mais minutos em campo em comparação a qualquer atleta do plantel alviverde. Destaque para o mais bonito gol da temporada, em chute de longe, com a perna esquerda, contra o Colo Colo pela Libertadores.

– FINALIZOU COMO? Foram oito gols com a perna direita, três com a perna esquerda e três gols de cabeça.

– QUANDO FORAM OS GOLS? Foram seis gols marcados no 1º tempo das partidas e oito gols no 2º tempo dos jogos.

CONFIRA O MAPA COM TODOS OS 55 GOLS DE DUDU E AS DESCRIÇÕES DOS GOLS DE 2018:

Pracheta Dudu artilheiro com logo todos

GOL 42 – Campeonato Paulista – Bragantino 0 x 2 Palmeiras – Dudu controla a bola pela esquerda do ataque após lançamento de Felipe Melo, dribla um zagueiro e bate de perna direita aos 26 minutos do segundo tempo.

GOL 43 – Campeonato Paulista – Mirassol 0 x 2 Palmeiras – Dudu marca de pênalti com a perna direita aos 41 minutos do segundo tempo.

GOL 44 – Campeonato Paulista – Novorizontino 0 x 3 Palmeiras – Dudu marca de pênalti com a perna direita aos 20 minutos do primeiro tempo.

GOL 45 – Campeonato Paulista – Palmeiras 5 x 0 Novorizontino – Dudu marca de perna esquerda após controlar a bola em sobra na entrada da pequena área aos 46 minutos do primeiro tempo.

GOL 46 – Campeonato Brasileiro – Palmeiras 1 x 0 Internacional – Dudu fez de cabeça após cruzamento da esquerda do ataque com Diogo Barbosa aos 39 minutos do primeiro tempo.

GOL 47 – Campeonato Brasileiro – Palmeiras 3 x 1 São Paulo – Dudu faz de cabeça após cruzamento de Hyoran da direita do ataque alviverde aos 25 minutos do segundo tempo.

GOL 48 – Campeonato Brasileiro – Ceará 2 x 2 Palmeiras – Dudu faz de primeira com a perna esquerda após cruzamento rasteiro de Hyoran na entrada da pequena área aos 23 minutos do primeiro tempo.

GOL 49 – Copa do Brasil – Palmeiras 1 x 0 Bahia – Dudu faz de cabeça após cruzamento que vem da direita por meio de Mayke aos 29 minutos do segundo tempo.

GOL 50 – Campeonato Brasileiro – Vitória 0 x 3 Palmeiras – Dudu recebe sobra de Lucas Lima, controla a bola, dribla o zagueiro e bate com a perna direita para marcar aos 14 minutos do segundo tempo.

GOL 51 – Copa Libertadores da América – Colo Colo 0 x 2 Palmeiras – Dudu recebe sobra de bola que bateu na trave, ajeita e bate com a perna direita aos 32 minutos do segundo tempo.

GOL 52 – Copa Libertadores da América – Palmeiras 2 x 0 Colo Colo – Dudu recebe passe na intermediária, dispara com a bola e arrisca de perna direita, da entrada da meia-lua, para fazer um golaço aos 37 minutos do primeiro tempo.

GOL 53 – Campeonato Brasileiro – Flamengo 1 x 1 Palmeiras – Dudu recebe passe longo, domina na esquerda do ataque e corta para dentro para chutar e marcar aos 5 minutos do segundo tempo.

GOL 54 – Campeonato Brasileiro – Palmeiras 3 x 2 Santos – Dudu aproveita rebote de Vanderlei após forte chute de Borja para empurrar de primeira para as redes aos 13 minutos do primeiro tempo.

GOL 55 – Campeonato Brasileiro – Palmeiras 4 x 0 América-MG – Aos 32 minutos do segundo tempo, Dudu domina a bola, ajeita na entrada da grande área e solta um chute forte de perna direita no ângulo do goleiro do Coelho, que ainda encosta nela, mas sem forças para desviar sua trajetória.

O gol que fez Dudu se tornar o maior artilheiro do século no Palmeiras veio em jogo que o atleta guardará como uma das suas maiores atuações com a camisa do clube. Sozinho, Dudu deu cinco assistências para finalização, além de ter concluído seis vezes a gol. Driblou, construiu, deu passe para gol, marcou seu gol e foi substituído recebendo merecidos aplausos. Não só pelo jogo, mas pelo que fez pelo Palmeiras.

O camisa 7 chegou ao clube um garoto e tornou-se com o tempo um animal. Um ídolo do torcedor que enxerga nele seu reflexo em campo. A conclusão do raio-x aqui apresentado mostra que não há lugar, forma ou momento para que ele seja decisivo. Dudu merece a marca que alcançou. 

Palmeiras vence o Fluminense e recupera segurança que havia perdido nos últimos quatro jogos

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Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

A noite de quarta-feira trouxe de volta ao torcedor palmeirense uma sensação ausente nos últimos quatro jogos: segurança. Diante do Fluminense, o Palmeiras voltou a deixar o gramado sem sofrer gols. A equipe Tricolor conseguiu finalizar apenas seis vezes durante toda a partida, exigindo trabalho de Weverton em apenas duas oportunidades. Situação bem diferentes dos últimos jogos, quando Atlético-MG, Santos, Flamengo e Ceará balançaram as redes e o time de Luiz Felipe Scolari acumulou média de 15 finalizações sofridas por partida.

Contra o Atlético-MG, o Palmeiras sofreu 15 chutes a gol, sendo que oito deles exigiram trabalho do goleiro Weverton. Contra o Santos, foram sete finalizações a gol, sendo cinco delas pedindo defesa do goleiro alviverde. Contra o Flamengo, partida em que o Palmeiras menos conseguiu se impôr no Brasileirão, foram 19 finalizações sofridas, porém a péssima pontaria rubro-negra acumulou apenas quatro na direção do gol. Diante do Ceará, por conta da expulsão de Deyverson, o Palmeiras recuou e não soube eliminar os espaços, sofrendo outras 19 finalizações, com sete delas exigindo o trabalho de Weverton.

Tirando essa instável sequência de quatro jogos, o Palmeiras de Felipão sofreu três gols nos outros 14 jogos disputados pelo Brasileirão. Ainda que o sistema defensivo tenha sido vazado nesses duelos, os objetivos foram cumpridos dentro do que se esperava pela comissão técnica. Empates fora de casa contra Flamengo e Atlético-MG e vitórias diante do torcedor contra Ceará e Santos. Mérito ofensivo do elenco, que não marcou apenas contra América-MG e Internacional na invicta sequência de 18 jogos pela competição.

Nessa sequência, aliás, Felipão e seus comandados superaram o que sugere o manual dos pontos corridos: vitória em casa e empate fora. O elenco alviverde conquistou todos os 27 pontos que estiveram em disputa diante de seu torcedor e ainda venceu quatro partidas das nove disputadas como visitante. Foram 13 vitórias e cinco empates, somando 44 pontos em 54 possíveis. A campanha é irrepreensível, assim como a utilização inteligente de seu elenco e o futebol desenvolvido de acordo com a característica de cada equipe para cada partida. A segurança de que os resultados sempre apareceriam nunca deixou esse elenco, mas a segurança de deixar o gramado sem sofrer gols parecia se afastar. Só parecia.

Entre coadjuvantes e protagonistas, o Palmeiras conquista resultados na reta final

Coadjuvantes e protagonistas
Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Um bom elenco não se faz necessário para brigar pelo título brasileiro simplesmente por conta de lesões ou de suspensões. É fundamental ter peças que possam assumir o protagonismo sempre que necessário e até mesmo quando não se espera. Nos últimos dois jogos do Palmeiras, os resultados apareceram assim: entre coadjuvantes e protagonistas.

No duelo com o Santos, Dudu abriu o placar após o Jean, lateral que não vinha apresentando lances de destaque mesmo entrando muito durante os jogos na Era Felipão, fazer excelente jogada e deixar Borja com a bola dentro da área para finalizar para, no rebote, Dudu balançar as redes. O segundo gol saiu da cabeça de um jogador que estava há três anos no Palmeiras obviamente se destacando defensivamente, mas ainda não havia marcado: o zagueiro Edu Dracena. O terceiro foi de Victor Luís, exímio marcador que saiu como herói da partida após um chute de falta render seu primeiro gol na temporada.

Na partida contra o Atlético-MG, o empate aconteceu por conta de uma falta cobrada por Gustavo Scarpa, atleta que chegou para ser protagonista, mas se tornou coadjuvante ao encarar um ano extremamente confuso, com poucos jogos e mínima sequência por conta de problemas judiciais e médicos. Dos pés dele a bola foi encontrar novamente o zagueiro Edu Dracena, que poderia fazer seu segundo gol no ano se não sofresse o pênalti de Adilson e gerasse a oportunidade para o protagonista Bruno Henrique empatar o jogo no Independência.

Jean, Edu Dracena, Victor Luís e Gustavo Scarpa influenciaram diretamente nos placares dos últimos dois resultados do Palmeiras nessa reta final de Campeonato Brasileiro, o que passou longe de ser habitual ou corriqueiro para cada um deles nessa temporada. Com eles, o Palmeiras somou quatro pontos em seis disputados. Sem eles, talvez fosse um ponto em seis disputados. Um bom elenco chama a atenção e briga por títulos quando não depende de peças marcadas para conquistar resultados. É mais que trabalho em equipe. É quando coadjuvantes e protagonistas encontram espaço para brilhar.

Análise: Gabigol pode ser tratado como peça de reposição do atacante Dudu no Palmeiras?

CAPA
Fotos: Ivan Storti/Flickr Santos e Cesar Greco/Ag. Palmeiras

O torcedor palmeirense foca toda a sua concentração e energia nas discussões sobre quais jogos são essenciais para conquistar o decacampeonato brasileiro, porém muitos já param para refletir sobre o planejamento da próxima temporada, principalmente ao pensar que Dudu tem sido um dos principais jogadores da equipe de Felipão e deve deixar o time no final do ano. Surgiu nessa semana a informação de que Gabigol é alvo do Palmeiras para 2019. Seria ele uma possível peça de reposição para Dudu?

De acordo com uma breve análise que faço aqui, Gabigol pode ser tratado como reforço de peso para a temporada de 2019, entretanto há mais diferenças do que semelhanças entre o futebol jogado por ele e por Dudu. É possível dizer que um complementa o outro em termos de potencial de jogo em certos critérios.

SEMELHANÇAS:

1 – Drible: Dudu e Gabigol costumam chamar a atenção por puxar a responsabilidade de uma jogada individual, mas na maioria das vezes os dois preferem ganhar do adversário utilizando um corte em velocidade, deixando o drible como segunda opção. No Campeonato Brasileiro, por exemplo, Dudu é o 15º jogador que mais dribla, acumulando 27 tentativas bem-sucedidas. Já Gabigol aparece na 25ª posição com apenas três dribles a menos na competição.

2 – Passes: Dudu e Gabigol gostam de aparecer no centro das ações ofensivas, procuram a bola, e por isso dificilmente trazem ao torcedor a sensação de terem desaparecido ou se escondido do jogo. O envolvimento deles com as jogadas é semelhante quando o assunto é receber e passar a bola, tendo Dudu uma média aproximada de 23 passes por partida e Gabigol de 26 toques para companheiros por jogo.

3 – Perdas de posse de bola: Dudu e Gabigol, como eu já disse, não têm a característica de se esconder nos jogos e, por isso, acumulam média de 4 perdas de posse de bola por partida, tendo uma variação média pequena de maior perda por parte de Dudu. O palmeirense perdeu a bola 126 vezes em 26 jogos de Brasileirão, enquanto Gabriel Barbosa teve a bola roubada 129 vezes em 31 jogos do mesmo campeonato.

DIFERENÇAS:

1 – Cruzamentos para a área: Dudu é um ponta acima da média e, por isso, acumula também qualidade nos cruzamentos para a área. É corriqueiro assistir a gols de bolas na área cruzadas pelo camisa 7. Nesse Brasileirão, o atacante palmeirense já deu 156 cruzamentos até a 32ª rodada, enquanto Gabigol cruzou apenas 49 bolas, ou seja, menos de 1/3.

2 -Artilharia: Embora Dudu faça gols decisivos e tenha bons números no quesito, Gabigol vive grande temporada quando o assunto é bola na rede. O santista tem quase o dobro de gols do palmeirense. São 25 gols pelo Santos no ano, enquanto Dudu marcou 13 pelo Palmeiras. Além disso, vale destacar que Gabriel Barbosa é o artilheiro do Campeonato Brasileiro com folga, quatro gols a frente de Pablo, segundo colocado.

3 – Assistente: Dudu e Gabigol carregam nesse critério a maior diferença de característica no futebol de cada um. Desde que chegou ao Palmeiras, o camisa 7 é habitualmente um dos maiores assistentes da equipe, senão o maior, ao fim das temporadas. Nesse ano, até agora (32ª rodada do Brasileirão), o palmeirense acumula 11 assistências para gol e é o líder da competição no critério, enquanto Gabigol tem apenas dois passes para gol no torneio. No ano, Dudu tem ainda mais quatro assistências contra nenhuma de Gabigol, somando portanto um placar de 15 a 2 no critério.

POSICIONAMENTO E DEDICAÇÃO:

O atacante Gabigol atualmente tem atuado mais pelo centro do ataque santista, embora possa aparecer pela ponta direita, onde Dudu também tem atuado pelo Palmeiras. Na esquerda, Gabigol não costuma render tudo o que rende do lado oposto, enquanto Dudu tem tido desempenho semelhante em qualquer uma das pontas.

Para exemplificar um pouco da dedicação de cada atleta em jogos nos quais suas equipes exigiram um ‘algo a mais’, separei o mapa de calor nos nervosos jogos entre Internacional e Santos, e Flamengo e Palmeiras. Repare como ambos participaram bastante no jogo tanto nas fases ofensivas quanto nos momentos defensivos.

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Do seu lado direito, você vai observar um gramado com pontos cinza que mostram onde Dudu atuou durante a partida contra o Flamengo, no Maracanã (Imagem: Footstats)
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Do seu lado direito, você vai observar um gramado com pontos cinza que mostram onde Gabigol atuou durante a partida contra o Internacional, no Beira-Rio (Imagem: Footstats)

CONCLUSÃO:

Há diferenças e semelhanças muito claras entre Gabigol e Dudu. Como eu disse, ambos poderiam jogar juntos para que pudessem complementar um ao outro. Enquanto Dudu é o maior garçom do Brasileirão, Gabigol é aquele que mais marca gols. De resto, ambos gostam do jogo em velocidade, usam o drible com frequência tão parecida quanto o passe para o companheiro. Com Gabigol em campo, talvez o Palmeiras ganhasse em poder de fogo, mas perdesse em poder de criação.

Tudo depende de como Felipão escolheria utilizar o jogador e qual seria a adaptação de Gabigol ao esquema e aos companheiros alviverdes. Falando objetivamento sobre campo e bola, Gabigol não seria uma contratação ruim ou pouco útil, mas a característica final (finalização/assistência) mudaria e, por isso, talvez não pudesse ser caracterizado exatamente como peça de reposição para o atual camisa 7 palmeirense.

Números e imagens: Footstats/Pesquisa e texto: Rodrigo Fragoso

Na temporada em que menos jogou nos últimos 10 anos, Jean admite que possível título brasileiro terá sabor especial

Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

O lateral e meio-campista Jean é um dos poucos jogadores que podem alcançar o tetracampeonato brasileiro na carreira. Em 2008 foi campeão pelo São Paulo, enquanto em 2012 levantou a taça com o Fluminense e dois anos atrás vestiu a faixa com o Palmeiras. Jean foi titularíssimo em cada um deles. Em 2018, ele tem a chance de erguer o quarto caneco como um 12º jogador, atuando bem menos, porém essa pode ser a mais saborosa de todas as conquistas. Se nas outras Jean teve de se superar a cada dia dentro de campo, nessa ele teve de experimentar o sabor de se superar também fora dele. Superar, por exemplo, o receio de encerrar prematuramente a sua carreira.

“Difícil você pensar que é uma cirurgia. É uma dificuldade. Foi um momento em que me passaram que era algo grave. Então cheguei na minha esposa e falei: ‘Amor, vamos começar a preparar nosso futuro, vamos os organizar porque vai ser bem complicado de voltar’”, relembrou Jean em entrevista coletiva na Academia de Futebol.

Para entender melhor essa história é preciso voltar ao segundo semestre de 2017, quando Jean começou a sofrer mais do que o habitual para um atleta. Um desgaste de cartilagem do joelho direito com o qual convivia passou a diminuir seu rendimento e sua concentração em campo, obrigando o atleta a alterar sua rotina de trabalhos físicos, deixando de lado até alguns treinamentos táticos. Durante suas férias na virada do ano, Jean realizou um cronograma especial para voltar bem em 2018, mas chegou ao período de pré-temporada lamentando o mesmo incômodo e, por isso, foi submetido a outro tratamento que envolveu processo cirúrgico e só retornou aos gramados no dia 06 de junho.

“Felizmente foi uma vitória muito importante. Estou me sentindo até melhor. Bem melhor do que em muitos momentos anteriores. Essa experiência que me fez crescer e aprender a me cuidar muito mais. Isso ajudou bastante e com certeza foi um salto. Tenho muito que agradecer a esse clube, as pessoas que estiveram na minha recuperação, porque não foi fácil. Essa cirurgia é muito complicada. Agora estou fisicamente e mentalmente cada vez melhor”.

De acordo com os números do site Ogol.com.br, entre 2009 e 2016 Jean teve média aproximada de 55 jogos disputados por temporada. A titularidade foi uma constante em sua carreira, já que o volante/lateral acumulou média de 52 partidas entre os onze iniciais de seus clubes. Nos últimos dois anos, foram 44 partidas como titular em 59 jogos disputados. O ano de 2018, em especial, foi o mais difícil de sua carreira, pois o volante/lateral acumula até agora apenas oito partidas como titular em somente 20 jogos disputados. Apesar de obter números muito abaixo dos habituais, Jean celebra a temporada pelas circunstâncias dos últimos dois anos.

“Bem diferente, né? Graças a Deus sempre pude jogar bastante. Mas o importante é que neste ano tinha uma meta de 35 a 40 jogos, e conseguimos. Estive pronto para jogar em 40 jogos, joguei e participei de 20. Devido a essa cirurgia que é inédita no Brasil e tudo, realmente é muito difícil para mim. Foi um ano difícil, já no ano passado. Mas, não sei se isso é um erro ou acerto, só saio de campo se não aguentar mais. Mas conquistamos isso junto com a fisioterapia, com o Palmeiras, que é uma referência em recuperar atleta. Imagine voltar de uma cirurgia muito complexa e conseguir estar à disposição do treinador, sem conseguir fazer pré-temporada completa. Realmente é uma vitória. E brigando por mais um título, é algo que realmente marcou minha carreira. Com certeza, vou ficar mais forte depois de tudo isso que passei”.

Sob o comando de Felipão, Jean passou a ser uma espécie de 12º jogador. A sua polivalência atrelada a sua experiência fez com que o treinador passasse a utilizá-lo com uma frequência muito maior do que o antecessor Roger Machado. Ele tem contrato até dezembro de 2019 com o Palmeiras e depois de tudo o que passou, não pensa mais em abandonar o futebol. Pensa, sim, no sabor especial que esse possível título de 2018 pode ter.

“Muito especial por tudo que passei, foi o ano mais difícil da minha carreira, então vai ser mais do que especial. Não consigo achar palavra pra expressar. Claro que tem um longo caminho ainda, mas com certeza se concretizando vai ser mais do que especial pra minha vida, minha carreira”, conclui Jean.

Movimentação: motivo do destaque de Borja na vitória do Palmeiras sobre o Santos

Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Um centroavante nem sempre aparece em um jogo. Há partidas em que ele não pega na bola ou passa 90 minutos com dois ou três toques nela. Quando um camisa 9 ganha destaque por participar de uma partida em diversos momentos e além de finalizar, criar chances de gol, ele merece elogios. Assim foi Miguel Borja diante do Santos, participando da jogada do 1º gol da equipe e protagonizando outros dois lances nos quais a equipe alviverde quase balançou as redes. Além disso, o colombiano também fez o adversários cometer faltas e usou o raro recurso do drible para tentar armar boa jogada quase da linha do meio-campo.

Para conferir detalhadamente os lances aos quais me refiro acima, assista ao vídeo com a análise em câmera aberta que preparei para que o torcedor veja melhor a movimentação de Borja, que foi seu diferencial no jogo, e entenda por qual motivo estou destacando sua atuação na vitória do Palmeiras por 3 a 2 sobre o Santos, no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro 2018.