Em novo esquema contra o Bahia, Deyverson acumulou bons acertos e um grande erro

Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Quando um jogador precisa recuperar moral, confiança e posição, a chance de iniciar um jogo merece uma atuação impecável. No empate por 0 a 0 contra o Bahia, o criticado Deyverson precisava mostrar a Paulo Turra, auxiliar de Felipão, que pode ser útil, já que o último treinador apenas o colocou na titularidade uma vez em 2018. Não deu.

O centroavante mostrou no 1º tempo como pode colaborar em campo. Foram sete participações diferentes em ataques do Palmeiras. Em diferentes momentos, ajudou com sua movimentação, seu posicionamento, com a cabeça (sua principal característica) e finalização. Descrevo abaixo cada lance:

  • 01′ de jogo – O Palmeiras roubou uma bola e avançou com Willian pela direita. Deyverson estava centralizado na intermediária, mas correu em diagonal para a direita, levando seu marcador e deixando espaço para Moisés receber no meio. O meia dominou e deu assistência para Dudu, que parou no goleiro Anderson, do Bahia.
  • 06′ de jogo – Deyverson recebe dois cruzamentos seguidos dos dois lados do campo. Nas duas disputas não consegue finalizar, mas está posicionado bem o suficiente para atrapalhá-lo. Caso o soco do arqueiro saísse errado, uma segunda bola poderia gerar um gol.
  • 15′ de jogo – Dudu cruza da esquerda e Deyverson acerta um voleio no contrapé do goleiro, mas erra por pouco a direção do gol.
  • 20′ de jogo – Cruzamento de Diogo Barbosa tem casquinha de Deyverson para o segundo pau, onde Bruno Henrique chuta forte e consegue escanteio no desvio do zagueiro.
  • 21′ de jogo – Escanteio na cabeça de Deyverson no segundo pau, que coloca a bola para dentro da área, mas Felipe Melo e Antônio Carlos desperdiçam a chance de abrir o placar.
  • 25′ de jogo – Virada de jogo do lateral Diogo Barbosa encontra Marcos Rocha livre, que cruza para Deyverson finalizar na área, mas o chute é bloqueado pelo zagueiro e o Palmeiras ganha escanteio.
  • 29′ de jogo – Marcos Rocha lança a bola próximo da entrada da área e Deyverson cabeceia para fora.

No segundo tempo, o Palmeiras pouco conseguiu criar e por conta disso Deyverson quase não apareceu. A culpa não era sua, já que o meio-campo alviverde que perdia o duelo com o meio-campo tricolor. Porém, nos minutos finais do tempo regulamentar, Deyverson errou feio. Soltou o braço no rosto de Mena e recebeu o cartão vermelho que tirou a chance de uma segunda oportunidade como titular no próximo jogo da Copa do Brasil, independente da condição de final de Borja na data.

O choro na saída do gramado vem de alguém que quer se provar útil ao novo técnico, mas precisa aproveitar as oportunidades por completo para isso. Um jovem centroavante de Copa do Mundo era titular e certamente quer voltar melhor do que deixou o time antes do Mundial da Rússia. Um jogo mais de Deyverson seria importante para que fosse possível ganhar ritmo, entrosar e conseguir com que uma movimentação ou uma cabeçada mexesse no placar, como mexeu contra o Atlético-MG, ainda sob o comando de Roger Machado. Quem tirou mais uma oportunidade de Deyverson, mesmo que daqui algumas semanas, foi ele mesmo.

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